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Fauna da Chapada Diamantina

Lugar onde está situado o segundo maior parque nacional do Nordeste, a Chapada Diamantina é um berço para diversas espécies de plantas e animais. Mamíferos, répteis e mais de 300 tipos de aves, incluindo pássaros endêmicos, são destaques. Nesta última matéria da série comemorativa em homenagem aos 30 anos do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), selecionamos os principais animais encontrados na região e algumas curiosidades sobre eles. Confira!

AVES

 Beija-flor-gravatinha-vermelha (Augastes lumachellus)

Exclusivo da Chapada Diamantina, é, sem dúvida, o pássaro mais famoso da região, segundo o biólogo Roberto Rodrigues. Tem cerca de nove centímetros de comprimento e apresenta uma mancha vermelha brilhante no pescoço, que se parece com uma gravata. Habita áreas superiores a mil metros de altitude, como o topo do Pai Inácio.

Foto: Thalison Ribeiro

Foto: Thalison Ribeiro

Sofrê (Icterus jamacaii)

Pássaro de bela coloração e canto melodioso inconfundível, às vezes invade ninhos de outras espécies expulsando seus ocupantes para colocar ovos.

Foto: Verusa Pinho

Foto: Verusa Pinho

Carcará (Polyborus plancus)

Ave símbolo do sertão nordestino, citada em poemas, cordéis e músicas, é facilmente avistada nas beiras das rodovias, pois se alimenta de carcaça, além da caça de minhocas e serpentes.

Foto: Roberto Rodrigues

Foto: Roberto Rodrigues

Periquito-da-caatinga (Aratinga cactorum)

Da mesma família dos papagaios e araras, costuma andar em bando de até dez indivíduos e se alimenta de sementes e frutos.

Foto: Roberto Rodrigues

Foto: Roberto Rodrigues

Mãe-da-lua ou Urutau (Nyctibius griseus)

Uma das aves mais raras e misteriosas da Chapada. É um pássaro noturno, cercado de lendas e crendices. Apresenta um canto em tom de lamento, que sempre é ouvido nas noites de lua cheia.

Foto: Roberto Rodrigues

Foto: Roberto Rodrigues

MAMÍFEROS

Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla)

Apesar da aparência simpática, ao se sentir ameaçado, o tamanduá-mirim usa suas poderosas garras como defesa. É um mamífero que não possui dentes e captura seu alimento através de uma longa e pegajosa língua.

Foto: Roberto Rodrigues

Foto: Roberto Rodrigues

Mico-estrela (Callithrix penicillata)

O mico ou sagui é um dos animais mais comuns da região e já está acostumado com a presença humana.

Foto: Branco Pires

Foto: Branco Pires

Mocó (Kerodon rupestris)

Roedor que vive em bando e se alimenta de cascas de árvores, brotos e sementes. É bastante encontrado em áreas pedregosas, usadas como abrigo.

Foto: Roberto Rodrigues

Foto: Roberto Rodrigues

RÉPTEIS

Caninana (Spilotes pullatus)

Tem um comportamento arisco e fama de ser uma serpente muito agressiva e perigosa. Mas, em geral, foge do contato humano.

Foto: Jaime Sampaio

Foto: Jaime Sampaio

Segundo o biólogo Roberto Rodrigues, o estado da Bahia dispõe de mais de 100 espécies de cobras, sendo 17 peçonhentas. “Apesar de serem raros os acidentes com esses répteis, é preciso estar alerta para evitar uma aproximação indesejada, afinal, em seu habitat natural, se não forem incomodados, jamais farão mal a alguém”, ressalta.

Calango verde ou bico-doce (Ameiva ameiva)

Trata-se de um lagarto de coloração de intenso verde, que se alimenta de insetos e vegetais.

Foto: Jaime Sampaio

Foto: Jaime Sampaio

Animais de sangue frio, esses répteis necessitam de fontes externas de calor para manter o metabolismo funcionando, por isso, são facilmente encontrados sobre rochas, tomando banho de sol. Bastante ágeis, escondem-se rapidamente ao avistar movimento na trilha. “Para encontrá-los, ande devagar e em silêncio, prestando atenção no caminho”, lembra Roberto Rodrigues.

Saiba mais no livro Chapada Diamantina – Trilhando o Caminho da Preservação

Texto adaptado por Verusa Pinho/Consultoria do biólogo Roberto Rodrigues

Foto do Destaque: Açony Santos

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